Sentimento de solidariedade e a sensação de que temos uma bomba-relógio sob os nossos pés
As chuvas torrenciais que castigam o Rio Grande do Sul nos últimos dias são um lembrete cruel da urgência em agirmos contra as mudanças climáticas. Mas, além da fúria da natureza, outro fator agrava a situação: o descarte incorreto de resíduos da construção civil (RCC).
Imagine um cenário já caótico: ruas inundadas, casas submersas, o caos tomando conta das cidades. Agora, adicione a esse quadro toneladas de entulho, madeira, concreto e outros materiais obstruindo bueiros e cursos d’água. A água, sem ter para onde ir, transborda, causando ainda mais destruição e sofrimento.
É isso que vem acontecendo em diversas cidades gaúchas, onde o descarte irregular de RCC transforma as chuvas em verdadeiras tragédias.
Despreparo dos municípios
De acordo com relatório “Política climática por inteiro”, publicado no ano passado pelo Instituto Talanoa, a própria plataforma governamental Adapta Brasil aponta a falha dos municípios brasileiros para lidar com eventos climáticos extremos. Quase 70% dos municípios possuem capacidade muito baixa ou baixa de se adaptar a desastres geo-hidrológicos causados pelas mudanças climáticas.
Embora o país possua bons mecanismos de resposta emergencial, como a Defesa Civil, essas medidas nem sempre ajudam as comunidades a se prevenir para os desastres. “O Brasil ainda não está preparado e precisa investir, e muito, em políticas de adaptação”, afirma Marina Caetano, gerente de relacionamento institucional do Instituto Talanoa.
Parte da solução é a reformulação do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), estabelecido pelo governo federal em 2016, mas nunca implementado. O novo plano teria que considerar um clima cada vez mais extremo e garantir financiamento para estados e municípios além dos repasses emergenciais – que, para esta enchente, já ultrapassam R$ 1 bilhão.
Para José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), esses recursos são fundamentais porque essas tragédias vão continuar acontecendo. “Eu sou do Peru e estou acostumado a ver placas indicando áreas seguras no caso de tsunami. Todo mundo sabe para onde ir. Aqui falta muito isso. As pessoas são levadas para abrigos em escolas e igrejas depois do desastre, mas por que não antes?” (fonte – Publica)
Mas o problema não se limita ao momento presente. As consequências das enchentes se estendem para o futuro, comprometendo a qualidade de vida da população e o desenvolvimento do estado as cicatrizes que as enchentes deixarão no futuro do Rio Grande do Sul
As águas que hoje inundam as cidades gaúchas podem deixar marcas profundas no futuro do Rio Grande do Sul. Além dos danos imediatos e visíveis, como casas destruídas e infraestrutura comprometida, as enchentes trazem consigo uma série de problemas que se manifestarão a longo prazo, impactando a saúde, a economia e o meio ambiente do estado.
Contaminação da água:
Inundação dos sistemas de esgoto: A água contaminada se espalha pelos rios e córregos, comprometendo o abastecimento público e colocando em risco a saúde da população. Doenças como diarreia, cólera e hepatite podem se proliferar rapidamente.
Lixiviação de produtos químicos de aterros sanitários e áreas industriais: Substâncias tóxicas presentes em aterros sanitários e áreas industriais podem ser liberadas na água, contaminando o solo e representando um sério risco à saúde humana e à vida aquática.
Proliferação de doenças:
Aumento de mosquitos transmissores de doenças: O acúmulo de água parada cria um ambiente propício para a proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Doenças respiratórias: A umidade excessiva e o mofo podem desencadear problemas respiratórios, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
Prejuízos à economia:
Perdas na agropecuária: As inundações devastam plantações e criações de animais, causando prejuízos bilionários ao agronegócio, um dos principais setores da economia gaúcha.
Impacto no turismo: A imagem do estado como destino turístico fica manchada, afetando a economia local e a geração de renda.
Custos com reconstrução: O alto custo da reconstrução da infraestrutura danificada pelas enchentes onera os cofres públicos e impacta o desenvolvimento econômico do estado.
Degradação ambiental:
Erosão do solo: As fortes chuvas e o escoamento acelerado da água arrastam o solo fértil, levando à erosão e à desertificação.
Perda de biodiversidade: O alagamento de áreas naturais mata animais e plantas, prejudicando a rica biodiversidade do Rio Grande do Sul.
Um futuro incerto:
As enchentes de hoje são um prenúncio do que pode acontecer no futuro se não tomarmos medidas para combater as mudanças climáticas e gerenciarmos os recursos hídricos de forma mais eficiente.
As autoridades, empresas e cidadãos devem trabalhar em conjunto para construir um futuro mais
resiliente e sustentável, não apenas para o Rio Grande do Sul mas para todos os estados brasileiros.
É fundamental mudarmos a nossa forma de lidar com os RCC. O descarte irregular é crime ambiental e
precisa ser combatido com rigor. [Descrever as leis e penalidades existentes para o descarte irregular de
RCC].
Felizmente, existem soluções. Empresas como a Artric estão à disposição para te ajudar a descartar seus RCC de forma correta e ambientalmente responsável. Oferecemos serviços de destinação final, tudo em conformidade com a legislação vigente.
Juntos, podemos construir um futuro mais seguro e sustentável. Faça a sua parte: descarte seus RCC com a Artric.
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